Hospital de Beja aumenta tempos de espera e tem serviços em risco de colapso
Publicado | 2018-02-06 04:09:17
 
Nilza de Sena, Deputada do PSD eleita por Beja questionou o Ministro da Saúde sobre os tempos médios de resposta para primeiras consultas de especialidade no Hospital José Joaquim Fernandes, que diz ultrapassar os Tempos Máximos de Resposta Garantida.
 
Numa pergunta apresentada à Assembleia da República, a Deputada aponta os casos que considera mais graves, como “274 dias de espera para uma consulta da especialidade de Endocrinologia”; “263 dias de espera para uma consulta da especialidade de Urologia”; e “247 dias de espera para uma consulta da especialidade de Otorrinolaringologia”.

Em declarações à Planície Nilza de Sena recorda que na anterior legislatura o tempo de espera para consultas de especialidade havia descido significativamente. Entre 2010 e 2015, segundo os dados da Deputada, o tempo de espera para primeira consulta de especialidade, teria reduzido de 31% para 26%.

O aumento dos tempos de espera é visto por Nilza de Sena como inaceitável e por isso o grupo parlamentar do PSD exige “que o Governo adopte sem mais demora as medidas que se impõem para inverter esta crescente degradação das condições de acesso dos doentes aos cuidados de saúde no SNS, importando ainda que o executivo informe a Assembleia da República imediatamente sobre a forma de como pretende reverter a situação que deixou agravar”.

No que respeita a Beja, a deputada quer saber “que medidas concretas vai o Governo tomar para reduzir o número de consultas hospitalares realizadas fora dos Tempos Máximos de Resposta Garantida na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, EPE” e quando.

Tudo isto acontece numa altura em que foi tornado público um manifesto subscrito por doze chefes de serviços do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, que ameaçam demitir-se, dada a situação de absoluta carência para fazer face às necessidades da população. No documento que foi entregue ao Ministro da Saúde é feito o alerta para o risco eminente de colapso das urgências de pediatria e Obstetrícia e para as graves dificuldade porque estão a passar a Anestesiologia, Radiologia, Cirurgia Geral e a Ortopedia. Na origem do problema estará a não abertura de concursos para recém-especialistas desde 2017 e as dificuldades em manter novos clínicos na região.
 



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