Sai mais caro comprar pneus usados do que optar por novos
Publicado | 2015-08-26 00:04:50
 
Um estudo da DECO revela que não só sai mais caro comprar pneus usados como que os consumidores estão desprotegidos neste sector.
 

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) enviou às redações um estudo sobre pneus, mais concretamente sobre pneus usados. E deixa vários alertas aos consumidores.

“Dos 89 pneus usados que comprámos, 50 apresentavam falhas graves de segurança que deviam impedir a sua venda”, nomeadamente, especifica a DECO, “pneus com rasto abaixo dos limites legais definidos”, “furados não reparados”, “ovalizados – alguns nem se equilibravam de pé e outros só assentavam meia superfície no pavimento”.

Mas não só. Outros pneus analisados “tinham mais de 10 anos”, “profundidades desiguais em várias zonas de medição do rasto do mesmo pneu”, e “remendos laterais, com rasgões ou com a estrutura metálica visível”.

Além das questões de segurança, a DECO deixa outro aviso aos consumidores: o barato sai caro. “O investimento inicial em pneus novos é largamente compensador”, refere a associação, garantindo ser “um mito” a ideia de que os usados saem mais baratos.

“Para valer a pena, o piso do pneu usado tem de ter cerca de 4,5 mm de profundidade mínima (os novos têm 8 mm). Dos 89 que comprámos, só 11 teriam sido um negócio aceitável para os consumidores”, exemplica.

Pelo que, conclui a DECO, “parece ser uma questão de sorte” comprar pneus usados “que respeitem os critérios de segurança. A aleatoriedade da qualidade e da segurança dos pneus vendidos é total”, reforça a associação.

 



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