Fecho das urgências do Hospital de Serpa – Administração indignada com a posição do PCP e BE
Publicado | 2021-02-12 18:24:46
 
A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Serpa enviou à nossa redacção o direito de resposta em relação ao fecho das urgências do Hospital de São Paulo em Serpa.
 

A instituição considera que “é de lamentar que não tenha existido uma palavra de solidariedade para com os utentes, familiares, colaboradores e Instituição, numa altura em que o SUA do Hospital de S. Paulo, devido a um surto de COVID-19, se viu obrigado a encerrar temporariamente por forma a providenciar todas as condições de segurança, com as devidas orientações das entidades competentes, mantendo-se a funcionar, com os devidos condicionalismos, a UCCI de S. Paulo”.

Adiantando que “Não obstante todo o conhecimento sobre a situação que tem sido transmitido através da comunicação social, onde tem sido reportado tudo o que na realidade está a acontecer, assim como toda a articulação com as entidades envolvidas neste processo – ARS Alentejo, ULSBA, Saúde Pública, Protecção Civil, CMSerpa – somos confrontados com informações, em jeito de comunicação, que não correspondem de todo à realidade dos factos”.

A Administração da Santa Casa da Misericórdia de Serpa diz que “É com imenso pesar que constatamos que não se utiliza com rigor, transparência e verdade, aquela que é a realidade sobre o Hospital de S. Paulo”. E considera que “não nos devendo sentir no direito de manipular essa verdade a favor das nossas opiniões e dos nossos interesses”.

Em relação às reacções e afirmações por parte do PCP e do BE sobre o Hospital de S. Paulo o comunicado pretende clarificar o seguinte:

«O Bloco de Esquerda no seu comunicado acusa a SCM Serpa de estar “a promover uma estratégia de vaziamento do SUA que há uns meses passou a encerrar à meia-noite, com uma campainha de recurso e mais recentemente às 20h”. Tais afirmações não passam de uma completa falsidade, pois como a comunidade e todas as entidades o podem comprovar, o SUA do HSP tem-se mantido aberto e a funcionar 24h/24h.

Ainda no mesmo comunicado o BE afirma que o “encerramento ameaça tornar-se definitivo e vem sendo tentado sob vários pretextos pela SCM Serpa, alegando que o serviço não é rentável.” Outra falsidade que só pode ser lançada por quem não conhece a realidade dos factos e por todos os meios tenta adaptar a situação aos seus interesses. O BE afirma ainda que a “pandemia veio provar o fracasso da gestão privada deste bem público que é o Hospital de S. Paulo”. Esta afirmação é partilhada pelo PCP que no seu comunicado de 9 de Fevereiro, defende a “reversão do Hospital de S. Paulo para a esfera de gestão pública”. A Santa Casa da Misericórdia relembra, para informar a quem não conhece, que a gestão do Hospital de S. Paulo não é uma gestão privada, como afirmado pelo BE, mas sim uma gestão do sector social partilhada com o SNS, nomeadamente com a ARS Alentejo e com a ULSBA.

Apesar de todas as dificuldades e falta de apoio com que a Santa Casa da Misericórdia se tem deparado, envidou sempre todos os esforços para que nunca a população deixasse de ser servida. Para que mais se saiba, este tempo de encerramento temporário do SUA do HSP após a detecção do surto de COVID19 na UCCI S. Paulo, foi necessário para implementar mudanças e adaptações profundas, em conformidade com a autoridade de Saúde, no sentido de se criarem as medidas de segurança fundamentais no combate a esta pandemia.»

 



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