Covid-19 - Administração da ULSBA acusada de vacinação indevida
Publicado | 2021-02-10 11:53:27
 
Foi enviado um email, no passado dia 8 de Fevereiro, à Planície a denunciar “Escândalo no Hospital de Beja José Joaquim Fernandes” devido a casos “indevidos de vacinação contra à Covid-19”. Os visados são os elementos do Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde do Baixo-Alentejo (ULSBA), com excepção de uma vogal, Dra. Iria e o coordenador regional do DICAD da ARS Alentejo.
 

Na denuncia é referido que Conselho de Administração da ULSBA, “foi todo vacinado à frente de vários médicos, enfermeiros e funcionários da linha da frente”. Referindo os mesmos do CA “não têm contacto com doentes”.

O email refere também que o coordenador regional do DICAD da ARS Alentejo, João Sardica, foi vacinado “devido a valer da sua posição na direcção do Lar Nobre Freire, onde trabalha”.

Referente à denuncia a Planície tentou entrar em contacto com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo-Alentejo (ULSBA) e o Coordenador Regional da Toxicodependência, não tendo sido possível até à data de hoje.

Mas segundo declarações prestadas à Rádio Voz da Planície, de Beja, ambos os casos confirmam a vacinação e explicam motivos pelos quais foram contemplados.

“Relativamente a email de denúncia a propósito de actos indevidos na administração de vacinas na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, o Conselho de Administração repudia tais afirmações, esclarecendo que: foi vacinado o Conselho de Administração da ULSBA, à excepção de um membro do CA que não quis. No entanto, é categoricamente falso que o Conselho de Administração tenha sido vacinado à frente de profissionais de saúde que estão na linha da frente de combate à Covid-19; todos os profissionais de saúde da linha da frente, elegíveis para vacinação, já haviam sido vacinados, excepto os que recusaram a toma da mesma”. Referiu o Conselho de Administração da ULSBA.

João Sardica, coordenador regional do DICAD da ARS Alentejo, esclareceu que “foi vacinado no final do mês de Janeiro”, depois de ter sido “contactado” pelo seu “médico de família”, por ter “64 anos” e por ser “um doente de risco”. Avançou ter “problemas de coração” que o levaram mesmo a um “internamento, em 2019”. Explicou que levou a vacina, “na primeira fase do plano, que contempla como grupo prioritário de vacinação, os pacientes com 50 ou mais anos com pelo menos insuficiência cardíaca, doença coronária”, entre outras, por ser o seu caso. João Sardica revelou, ainda, que não pertence à direcção do Nobre Freire "há mais de dois anos".

 



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