O encerramento da urgência em Serpa pode sobrecarregar a de Beja
Publicado | 2021-02-09 04:57:42
 
O serviço de Urgência que funciona no Hospital de São Paulo, sob responsabilidade Misericórdia de Serpa, foi encerrado por tempo indeterminado, devido a um surto de Covid-19.
 

O Coordenador distrital de Beja do Bloco de Esquerda, Alberto Matos, em declarações à Planície considera inaceitável esta situação, adiantando que “está em causa o atendimento de pessoas que têm situações que à partida não são de covid, por isso recorrem ao Serviço de Urgência e não à Saúde 24. Se não tiverem atendimento em Serpa, naturalmente vão parar às urgências de Beja, onde o risco de contágio é maior, para além de sobrecarregarem a urgência”.

Alberto Matos sublinha ainda que “a margem esquerda do Guadiana só tem urgência em Moura, o que faz com que os utentes de Mértola, e agora os de Serpa, tenham que se deslocar para Beja”.

O Coordenador salienta que o encerramento da urgência de Serpa “não pode ser desligado duma estratégia de esvaziamento deste serviço que, há uns meses passou a encerrar à meia-noite, com uma campainha de recurso e, mais recentemente, encerra às 8 horas da noite. Fica agora ainda mais claro que a entrega do Hospital de São Paulo (incluindo o serviço de Urgência) à Misericórdia de Serpa, foi uma decisão desastrosa do governo de Passos Coelho e Paulo Portas que há muito devia ter sido revertida”.

A distrital de Beja do BE defende o regresso à esfera pública do SNS da gestão do Hospital de São Paulo, em Serpa, a exemplo do que já aconteceu em São João da Madeira.

 



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