Covid-19 - Vacinação dos Bombeiros de Moura um caso de “lucidez”
Publicado | 2021-02-05 06:13:11
 
A ministra da Saúde, Marta Temido, ontem apelou à "lucidez" na análise dos casos de vacinação não prioritária que têm vindo a público. No entendimento da governante, torna-se imperioso distinguir "erros, de situações desviantes, de situações em que foram vacinadas pessoas porque os prioritários não podiam naquela circunstância".
 

Marta Temido assumiu que "as responsabilidades pelo combate à pandemia cabem ao Ministério da Saúde", mas cabe igualmente à tutela "sublinhar as situações condenáveis, de abuso," e distingui-las de "outro tipo de situações, que é o aproveitamento de vacinas".

O caso do Centro de Saúde Moura, nestas declarações da ministra, torna-se um exemplo e um caso de “lucidez” para todas as instituições que queiram aplicar as sobras das vacinas.

Recordamos, que depois de todos os procedimentos devidos e correctos, 28 bombeiros da corporação de Moura, no passado dia 23 de Janeiro, foram vacinados com doses que se destinavam a doentes de risco que não se deslocaram ao Centro de Saúde.

Face ao cenário dos diversos casos de vacinação indevida, Marta Temido criticou ainda o "manto de suspeição sobre os que procuram fazer o seu melhor", sublinhando "que os profissionais de saúde que responderam aos portugueses na primeira vaga são os que estão a implementar o plano de vacinação".

Os representantes da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), fizeram um balanço dos resultados do plano de vacinação durante o mês de Janeiro na região. Segundo os dados divulgados, mais de 6000 mil vacinas foram administradas a pessoas de grupos prioritários (profissionais de saúde; trabalhadores e utentes das Estruturas Residenciais para Idosos e das Unidades de Cuidados Continuados) nesta primeira fase até ao final do mês de Janeiro.

Foi ainda adiantado que durante o mês de Fevereiro, serão disponibilizadas as segundas tomas da vacina a estes grupos e iniciar-se-á a segunda fase do plano de vacinação, que abrange bombeiros e forças de segurança.

Na segunda fase de vacinação, os utentes serão contactados pelos serviços de saúde e, em estreita colaboração com as autarquias, serão instalados postos de vacinação em cada concelho. Os municípios e freguesias deverão colaborar na instalação destas estruturas, sempre que as instalações dos Centros de Saúde concelhios não sejam adequadas (recorde-se que, após a toma da vacina, os utentes deverão ficar em observação, no mínimo, 30 minutos, acompanhados por médico) e no transporte das pessoas.

 



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