Associações de doentes defendem o direito de todos no acesso à saúde
Publicado | 2020-12-10 04:15:24
 
Várias Associações de doentes promovem uma campanha de alerta para a importância de se encontrar uma solução que permita dar resposta à pandemia, sem colocar em causa o acompanhamento aos outros doentes.
 

O receio inicial, manifestado por alguns, deu lugar ao desejo, que se faz acompanhar pela necessidade de retomar o que a pandemia obrigou a adiar. Sejam rastreios, exames, consultas ou tratamentos: actualmente, e segundo um estudo elaborado no âmbito da campanha, a maioria dos portugueses (60%) sente-se segura ou relativamente segura nas deslocações aos serviços de saúde. De acordo com o mesmo inquérito, durante o primeiro Estado de Emergência, apenas 28,8% dos portadores de doença crónica, recorreram a um serviço de saúde para uma consulta ou tratamento. Findo este período, a percentagem subiu para cerca de metade: 53% confirmam ter ido, com apenas 5,8% a admitir ter faltado por receio da pandemia. Uma deslocação que, para 67% dos doentes que a fizeram, foi considerada segura ou relativamente segura.

Numa declaração conjunta, as associações de doentes que se unem nesta campanha, afirmam que “os dados deste inquérito confirmam que não é o medo da pandemia que tem impedido os doentes e a população em geral de acederem aos cuidados de saúde. As pessoas querem voltar a ser atendidas presencialmente, querem ter resposta para os seus problemas de saúde, que nada têm que ver com a COVID-19.  Enquanto associações de doentes, é nosso dever alertar e sensibilizar para esta situação e fazer ouvir a nossa voz, reforçando que só trabalhando em conjunto poderemos encontrar uma solução que permita dar resposta à pandemia, sem colocar em causa o acompanhamento de outros doentes, nomeadamente, os crónicos”.

 Acompanhamento, esse, que segundo as mesmas, não está a ser devidamente assegurado, o que poderá explicar o excesso de mortalidade registado em Portugal desde o início da pandemia. De acordo com os últimos dados divulgados pelo INE, entre Março a Outubro de 2020, registaram-se 72.519 óbitos, mais 7.936 do que a média do período homólogo dos cinco anos anteriores. Destes, a Covid-19 foi responsável por 2.198 óbitos, o que representa 27,5% do total do aumento da mortalidade.

 



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