Covid-19 – PS e PCP “falam” da actual situação no distrito de Beja
Publicado | 2020-11-16 04:26:12
 
Depois da decisão na reunião de Conselho de Ministros, realizada no passado dia 12 deste mês, fazer a revisão da lista de concelhos de risco no país, a Planície falou com Nelson Brito, presidente da Federação do PS do Baixo Alentejo e o deputado do PCP, eleito pelo círculo de Beja, João Dias.
 

O presidente da Federação do PS do Baixo Alentejo, Nelson Brito, sobre a matéria da lista de concelhos de risco no país, sublinhou à Planície que “nós percebemos que, o acto governativo e do Partido Socialista, como partido do Governo em Portugal, tal como em qualquer parte do mundo, carecem de grande capacidade de resposta momentânea”. “Estamos numa fase, em que aquilo que é decidido hoje, amanhã tem que ser apreciado, reavaliado constantemente. Há uma resposta que tem que sido dada, não do agrado de todos, percebemos, mas o Governo tem feito de uma forma muito forte, com alguma estabilidade política, importante também neste período que temos vivido, uma resposta daquilo que é dentro do quadro de recursos que o País tem, em termos humanos, nomeadamente profissionais da área da saúde”. Disse Nelson Brito.

O socialista acrescenta ainda que “temos uma visão coesa, precisamente sobre a resposta e as medidas, porque o momento é de grande dificuldade e, para quem governa é de difícil decisão a todo o momento. Por isso é necessário que consigamos continuar a fazer este caminho, compreendendo aquilo que são as decisões, nem sempre populares, mas que tentam colocar aquele que é o bem maior, sempre em supremacia, que é o valor saúde, saúde pública, o bem estar das pessoas dentro daquilo que são as balizas de bem estar com a pandemia que estamos a viver”.

Por seu lado o deputado do PCP, eleito pelo círculo de Beja, João Dias, sublinhou que “a nossa maior preocupação tem a ver com o facto de que estas restrições não vêm trazer as respostas em termos de saúde. Restringir aquilo que é a actividade económica, a actividade da sociedade, trará outras dificuldades acrescidas”.

Para o parlamentar comunista “devem ser criadas condições sanitárias e de saúde para a população. Não é com restrições que temos essas medidas concretizadas” e acrescenta que “é necessário um  maior reforço em termos do que é a resposta nos cuidados de saúde primários, ou seja, nos Centros de Saúde, mais médicos de família, mais enfermeiros, mais possibilidade do que é a oferta no Hospital de Beja, para que as consultas sejam feitas atempadamente. Para que tenhamos uma infraestrutura que responda em termos de condições de segurança ao que é o ajuntamento de pessoas no Serviço de Consultas Externas e mesmo na própria Urgência. São todas essas situações que não são colmatadas com as restrições à mobilidade das pessoas”.

João Dias refere ainda que “é evidente que nós sabemos e valorizamos o papel de cada um de nós, individualmente, em combater o contágio a outras pessoas. É verdade, mas não está só do lado das pessoas, está também na responsabilidade do Estado de criar condições, para que as pessoas, possam ter a sua vida laboral, até mesmo social em segurança e não só com restrições à sua mobilidade”.

Recordamos que se aplicam as seguintes medidas aos concelhos de risco:  recolher obrigatório durante a semana das 23h até às 5h e ao fim de semana, encerramento do comércio a partir das 13 horas e abertura a partir das 8 horas, excepto para os seguintes estabelecimentos: Farmácias; Clínicas e consultórios; Estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua até 200 m2; Bombas de gasolina. Os restaurantes só podem funcionar a partir das 13 horas para entrega ao domicílio.

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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