Outubro, um mês devastador para a restauração e alojamento
Publicado | 2020-11-06 04:58:10
 
Segundo a AHRESP- Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, o inquérito mensal relativo ao mês de Outubro, vem revelar uma intenção de requerer insolvência de 41% das empresas de restauração e 19% das empresas de alojamento.
 

Ao nível do emprego, 47% das empresas de restauração e 27% das empresas de alojamento indicaram que já efectuaram despedimentos desde o início da pandemia.

Os resultados confirmam o desespero das empresas e demonstram enormes dificuldades em conseguir manter os negócios e os postos de trabalho, caso não surjam apoios imediatos. A insolvência e os despedimentos são inevitáveis.

Para as empresas inquiridas, a facturação do mês de Outubro foi devastadora, com mais de 43% das empresas a registarem quebras homólogas de facturação acima dos 60%.

Como consequência da forte redução de facturação, cerca de 14% das empresas não conseguiram efectuar o pagamento dos salários em Outubro e 11% só o fez parcialmente.

No Alojamento Turístico, 23% das empresas não registaram qualquer ocupação no mês de Outubro e 30% indicou uma ocupação máxima de 10%.

Para o mês de Novembro, cerca de 50% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e mais de 24% das empresas perspectivam uma ocupação máxima de 10%. Para os meses de Dezembro e Janeiro a estimativa de ocupação zero agrava-se, sendo referida por mais de 57% das empresas.

Para as empresas inquiridas, a facturação do mês de Outubro foi devastadora, com mais de 36% das empresas a registarem quebras homólogas de facturação acima dos 90%.

Com estas perdas, cerca de 19% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua actividade.

A AHRESP considera que, com as novas restrições em grande parte do território português, o funcionamento das actividades económicas será necessariamente agravado, sendo por isso ainda mais urgente a disponibilização de medidas para estes sectores.

Exemplo desse agravamento são os dados publicados pelo INE referentes ao 3º trimestre de 2020 (período normal de maior empregabilidade), revelando que a restauração e o alojamento perderam 49.200 postos de trabalho face ao mesmo período de 2019.

 



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