Covid-19 - Pandemia provoca impacto negativo no escoamento do Porco Alentejano
Publicado | 2020-10-27 05:17:13
 
A pandemia está a provocar relevantes impactos negativos no escoamento da produção da fileira do Porco Alentejano, em especial, nas vendas para o mercado espanhol tradicionalmente comprometido com a aquisição dos produtos de excelência da produção regional em regime de montanheira.
 

Face ao bloqueio existente, decorrente da redução da procura dos consumidores e das necessidades da indústria de transformação de produtos de qualidade derivados da raça de porco alentejano criado nos Montados da Região e ao risco que implica para a sustentabilidade da actividade dos criadores. O Deputado Pedro do Carmo, que também é Presidente da Comissão Parlamentar da Agricultura e Mar da Assembleia da República reuniu com representantes do sector e procedeu a um conjunto de iniciativas que permitiram a disponibilização de um sistema de apoio às raças autóctones neste contexto excepcional da pandemia, naturalmente aplicável à fileira do Porco Alentejano.

O parlamentar referiu à Planície que “o que temos em causa é uma grave situação devido à pandemia e o impacto que tem neste sector. A situação do porco alentejano é gravíssima a curto prazo, porque já este ano se coloca um problema no escoamento dos animais e do produto. Os contractos que estavam assinados há uma grande relutância por parte das indústrias transformadoras em assegurar os compromissos, uma vez que também não têm escoamento do produto”.

O deputado socialista adiantou que “enquanto PS, fizemos um conjunto de contactos, quer com as associações, quer com a indústria, no sentido de ultrapassar esta questão. Numa primeira fase, estamos a encontrar uma solução mais imediata, para escoamento dos animais, neste período, com recurso ao sector bancário, ou seja, ao entendimento entre a Cooperativa e a Associação de Criadores, para serem compensados de forma mais imediata, do valor do produto e, depois, também com o Ministério da Agricultura, para minimizar as dificuldades criadas, com a criação de um apoio extraordinário e especial, para este sector”.

O objectivo deste apoio é mitigar os impactos negativos da ausência dos mesmos níveis de procura dos animais, procurando gerar um ambiente que permita a sustentabilidade das produções e das empresas, de modo a salvaguardar a capacidade produtiva do Mundo Rural de produtos diferenciadores e com grande potencial de exportação.

“A par deste impulso de apoio às raças autóctones, orientado para a produção já concretizada, também têm sido desenvolvidas iniciativas para a existência de soluções no quadro do sistema bancário de conforto aos criadores que permita a acomodação da redução das vendas actuais e a capacidade para lançar um novo ciclo de produção na lógica do pós-pandemia ou do reforço da procura dos produtos de excelência dos territórios rurais nacionais” sublinhou.

Recorde-se que há quase 20 anos, na Autarquia de Ourique, Pedro do Carmo impulsionou uma estratégia de resgate e afirmação da fileira do porco alentejano como um dos activos estratégico da afirmação do Mundo Rural do Baixo Alentejano e natural pilar da economia local e regional.

 



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