“Preocupação com os cuidados de Saúde no Distrito de Beja” João Dias do PCP
Publicado | 2020-10-21 04:57:05
 
O deputado do PCP eleito por Beja, João Dias, reuniu-se com o Provedor do Hospital de São Paulo, António Sargento, com a presidente do Conselho de Administração da ULSBA, Conceição Margalha e com o presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Serpa, José Luís Pires, com o objectivo de analisar as respostas de saúde no Distrito.
 

No balanço que o deputado fez à Planície sublinhou que “nós temos uma preocupação muito grande com os cuidados de saúde, que são prestados no nosso distrito, em concreto a situação do Hospital de Serpa.  Tivemos um conjunto de visitas a diversas entidades, que têm uma intervenção bastante significativa, nos cuidados de saúde, prestados à nossa população.”

O parlamentar acrescentou que “na reunião que tivemos com o provedor da Santa Casa da Misericórdia, foi muito discutida a situação do Serviço de urgência avançado que o Hospital de S. Paulo é detentor. Nós discordamos em absoluto com a entrega do Serviço do Hospital de Serpa, nas mãos da Santa Casa da Misericórdia, entendemos que devia estar na esfera pública e ser gerida pela Administração Pública. Aquilo que acontece, é que, desde longa data tem vindo a queixar-se que o Serviço de Urgência do Hospital, não tem rentabilidade. Para nós a rentabilidade é ter a população saudável, com acesso à saúde”. E adianta que “o Provedor há cerca de 3 semanas, entendeu fazer sair um comunicado em que iria encerrar durante a noite a urgência, deixando apenas uma campainha para quem precisasse tocar, aguardando que fosse atendido. Nós descordamos desse tipo de cuidados tão rudimentar”.

João Dias acrescentou que “não podíamos deixar de falar com a Administração do Hospital de Beja, que tem responsabilidade naquilo que é tripartido com a Santa Casa da Misericórdia, mas também das questões que dizem respeito aos cuidados por todo o Distrito e nomeadamente no que tem a ver com os cuidados de saúde primários, uma preocupação muito grande, pelo facto de ainda estarem encerradas algumas extensões de saúde. Há um compromisso por parte da presidente do Conselho de Administração até ao final de Outubro, venham reabrir aquelas extensões, que encerraram por questões relacionadas com os circuitos de segurança para os utentes e profissionais, no âmbito da Covid.

Também discutimos a necessidade de profissionais, que é tão grande, que das 18 vagas que abriram para médicos de família, apenas uma foi preenchida. Isto revela bem as dificuldades que têm de captar e fixar médicos e outros profissionais de saúde no nosso Distrito”.

 



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