Drone da Força Aérea despenhou-se em Beja
Publicado | 2020-10-16 05:07:59
 
Um drone da Força Aérea Portuguesa (FAP) voltou a despenhar-se esta quinta-feira na zona de Ferreira do Alentejo, tendo sido encontrado junto à Estrada Nacional 2, numa zona de campo, entre Odivelas e Torrão, disse ao Notícias ao Minuto fonte da Proteção Civil.
 

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FAP informou que a aeronave não tripulada (UAS, em inglês Unmanned Aircaift Systems) estava a realizar uma missão de treino, "não tendo colocado em risco população ou habitações", fruto da "aterragem forçada" que aconteceu "esta tarde".

"Este voo, inserido nos voos de certificação e validação dos requisitos operacionais do UAS de configuração de asa fixa, tinha como objetivos testar os parâmetros de precisão do sistema de navegação e efetuar um teste à endurance da aeronave", explicou a FAP.

No decorrer do voo de treino da aeronave, a operar a partir da Base Aérea N.º 11 (BA11), verificou-se "uma falha no sistema de propulsão, que levou à interrupção da missão, obrigando à identificação de uma zona desabitada para efetuar a aterragem forçada", precisou a Força Aérea.

"As circunstâncias em que esta ocorreu estão sob investigação da Comissão Central de Investigação (COCINV) da Força Aérea e as operações destas aeronaves suspensas", revelou.

Esta é a segunda vez que um drone da Força Aérea cai. No passado dia 5 de setembro, um aparelho alocado à Base Aérea de Beja caiu no concelho de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal.

Na altura, a queda do aparelho obrigou a Força Aérea a  suspender  as operações com os seus drones até à conclusão da investigação, tendo sido retomadas cinco dias depois, a 10 de setembro.

De recordar que Força Aérea Portuguesa adquiriu 12 drones para reforçar a capacidade de vigilância aérea e deteção de incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em Portugal (DECIR).

Dos 12 drones, seis de asa fixa estavam a operar a partir de três bases de operação (Lousã, Beja e Mirandela), cobrindo as regiões Norte, Centro e Sul de Portugal, e até ao final de agosto tinham realizado cerca de 100 horas de voos.

Dos restantes aparelhos, dois com capacidade de descolagem e aterragem à vertical, encontravam-se em setembro em fase de testes e qualificação. A FAP aguardava, também na altura, a entrega pelo fabricante dos outros.

Lusa

 



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