Covid-19 - Surto no hospital de Beja com 13 profissionais já recuperados
Publicado | 2020-10-09 09:45:10
 
Treze dos 36 profissionais do hospital de Beja infetados com covid-19 já estão recuperados e regressaram ao trabalho, mantendo-se 23 casos ativos da doença, revelou hoje a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).
 

Em comunicado publicado na sua página na Internet, a ULSBA disse registar "com agrado" a "recuperação de 13 profissionais e o seu regresso ao trabalho, assim como a redução significativa do número [de profissionais] em vigilância ativa".

Do total de mais de mil testes efetuados aos profissionais do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, integrado na ULSBA, o surto de covid-19 que eclodiu nesta unidade contabiliza agora 23 casos ativos e 13 recuperados, existindo ainda nove pessoas em vigilância ativa.

O surto, identificado no passado dia 24 de setembro, infetou um total de 36 profissionais do hospital, das quais 17 enfermeiros, nove médicos, seis assistentes operacionais, dois assistentes técnicos e dois técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

Também ficou em vigilância ativa com isolamento profilático de 14 dias um total de quase 60 profissionais da unidade hospitalar.

No comunicado de hoje, a ULSBA adiantou que os 13 recuperados são seis médicos, cinco enfermeiros e dois assistentes operacionais, enquanto o número atual de nove profissionais em vigilância ativa representa uma diminuição de oito pessoas, face à informação anterior.

"Foram reforçadas as medidas de segurança e higiene, assim como o rastreio mais alargado aos profissionais do hospital, estando já concluída a realização de testes a todos os funcionários do Hospital José Joaquim Fernandes. Estamos, contudo, a testar os profissionais que regressam de férias e também os que cessam os períodos de vigilância ativa", explicou a ULSBA.

Como medida adicional, indicou, "concluiu-se já uma desinfeção suplementar do Bloco Operatório, por empresa especializada, através de vaporização de peróxido de hidrogénio e radiação UV".

Ao abrigo do plano de contingência da ULSBA, a situação está a ser monitorizada e avaliada pela Unidade de Saúde Pública, pelo Serviço de Saúde Ocupacional e pelo Grupo de Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos.

A atividade cirúrgica de urgência mantém-se em funcionamento, realçou a ULSBA, informando ainda que decorrem "com normalidade" as consultas de especialidade e outros atos médicos, de enfermagem e exames.

Os utentes devem, pois, dirigir-se ao hospital "com toda a confiança, mas respeitando e cumprindo" as orientações da Direção-Geral da Saúde, nomeadamente o distanciamento físico, a higienização das mãos, o cumprimento da hora da consulta ou exame e o uso obrigatório de máscara à entrada dos edifícios.

 



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