Os Verdes querem rotulagem para distinguir o azeite de olival tradicional e olival intensivo
Publicado | 2020-09-14 11:55:07
 
O deputado ecologista, José Luís Ferreira anunciou, hoje, que Os Verdes estão a trabalhar um Projeto de Lei que visa assinalar na rotulagem, o azeite produzido a partir de olival convencional, como forma de levar a escolha informada dos consumidores a ser, também ela, um travão às culturas intensivas de olival que alastram no Alentejo.
 

Para além desta proposta, Os Verdes voltarão a insistir com um projecto que viram rejeitado no anterior ano legislativo que visa afastar as culturas intensivas das habitações das pessoas, por forma a defender a saúde pública. 

Este anúncio foi feito na “Conversa Ecologista” que o Partido Ecologista Os Verdes realizou no Alentejo, sobre o tema “invasão do Olival e outras culturas intensivas no Alentejo”.

Nesta iniciativa marcaram presença vários oradores convidados.

Patrícia Garcia-Pereira, Doutorada em Biologia na Universidade Autónoma de Madrid e investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, na sua intervenção abordou as consequências dramáticas para a biodiversidade, destas práticas agrícolas.

Já Rute Vieira, Licenciada em Engenharia Biotecnológica e com mestrado em diagnósticos médicos, envolvida durante mais de 10 anos em projetos de investigação ligados à monitorização ambiental e gestão de recursos hídricos, sublinhou a pressão que estas práticas agrícolas fazem sobre os recursos hídricos, situação particularmente alarmante em período de alterações climáticas.

José Muñoz-Rojas, Geógrafo, investigador convidado do Grupo MED da Universidade de Évora, deixou alguns números que traduzem a intensificação do olival ao longo dos anos e sublinhou a necessidade de monitorização da situação atual.

Tiago Aldeias, Dirigente Nacional de Os Verdes e Coordenador da União dos Sindicatos de Èvora, denunciou a exploração dos trabalhadores que trabalham nestas culturas intensivas e as condições de vida miseráveis a que muitos são sujeitos.

A “Conversa” trouxe “a denúncia da degradação da qualidade de vida das populações gerada pela vizinhança com esta cultura intensiva, nomeadamente devido ao ruído noturno,” avançaram Os Verdes.

 Os impactos negativos a nível ambiental, social, económico cultural e para a saúde, do olival e outras culturas intensivas é um dos alvos de intervenção do PEV no ano político que agora inicia, tanto a nível de ação partidária dos coletivos regionais ecologistas, como na Assembleia da República.

Foram anunciadas mais duas Conversas Ecologistas sobre este tema a realizar proximamente, em Évora e Beja, e na qual participarão um conjunto de novos oradores.

 



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