Drones para vigilância de incêndios temporariamente em Beja
Publicado | 2020-09-03 04:26:00
 
A Força Aérea Portuguesa, (FAP), adquiriu 12 sistemas de aeronaves não tripuladas (drones), para reforçar a capacidade de vigilância aérea e detecção de fogos, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em Portugal.
 

O objectivo foi formalizado na Resolução do Conselho de Ministros a 18 de Maio, que autoriza a Força Aérea a realizar em 2020 a despesa até ao montante de 4 545 000,00 euros.

No entanto tem surgido vários constrangimentos de ordem técnica, o que fez com que ainda não estejam a funcionar, na sua totalidade. Segundo o comunicado oficial da Força Aérea “a operação prevista a partir de Fóia (sul) e de Macedo de Cavaleiros (norte) foi planeada tendo em conta o emprego de drones com capacidade de descolagem e aterragem à vertical (Vertical Take-off and Landing- VTOL). Contudo, devido a constrangimentos de ordem técnica por parte da empresa contratada, aos quais a Força Aérea Portuguesa é alheia, ainda não foi possível efectuar a aceitação destas aeronaves para estes dois locais.” E acrescenta que “enquanto se rectifica esta situação e para assegurar a vigilância aérea nestas áreas, a Força Aérea Portuguesa decidiu iniciar as operações a partir dos aeródromos de Mirandela e da Base Aérea N.º 11, em Beja, com aeronaves de asa fixa. Salienta-se que esta solução é temporária e em nada prejudica os trabalhos em curso.”

No entanto há que ter em conta que, a distância de Beja, para as zonas de maior risco de incêndio do barlavento da serra algarvia (Monchique e Espinhaço de Cão) fica a mais de 100 quilómetros, muito para além do alcance da emissão rádio do controlo dos drones. A FAP diz tratar-se de uma situação temporária.

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
25 25
16 15
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda