Administração do Hospital de Beja não coloca em questão o encerramento da cirurgia no serviço de urgência
Publicado | 2020-09-02 09:30:18
 
A presidente do Conselho de Administração da ULSBA, Conceição Margalha reconheceu que a equipa de cirurgiões do Serviço de Cirurgia do hospital de Beja é "envelhecida", mas "tem respondido às necessidades da população" e, por isso, "não tem havido problemas" e, "até ao momento, não se colocou a questão" do encerramento da valência de cirurgia no serviço de urgência.
 

"Mas não posso garantir que no futuro seja igual", porque "se os médicos (do Serviço de Cirurgia) com mais de 50 ou 55 anos se recusarem a fazer urgência, como a lei lhes permite, teremos esse problema, mas, neste momento, não temos", frisou a presidente do conselho de administração da ULSBA, à Lusa.

Segundo Conceição Margalha, atualmente, a equipa do Serviço de Cirurgia do hospital de Beja é composta por 10 cirurgiões que fazem parte do quadro da ULSBA, sendo que seis têm mais de 55 anos e os restantes quatro menos de 50 anos, e por sete médicos internos da especialidade de cirurgia, dois dos quais já terminaram a formação de especialidade e deverão ficar a trabalhar no hospital.

A cirurgia de urgência do hospital tem seis chefes de equipa, sendo que dois têm mais de 55 anos e quatro menos de 50 anos.

"Os médicos com mais de 55 anos não são obrigadas a fazer urgência, mas, até ao momento, têm-se dedicado ao serviço e pautado pelo não encerramento da cirurgia no serviço de urgência e por responder às necessidades da população, frisou a presidente a ULSBA.

Conceição Margalha disse ter "esperança" que através dos dois próximos concursos de contratação, um a decorrer e outro a lançar em breve, "entrem novos profissionais que venham melhorar as condições de trabalho existentes.

A dificuldade em contratar médicos não é só da ULSBA, várias instituições de saúde do interior do país debatem-se com este grande problema e com a carência de recursos humanos e fazemos o nosso melhor para responder às populações e, realmente, é à custa da sobrecarga dos profissionais e da sua dedicação aos serviços", rematou Conceição Margalha.

 



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