Universidade de Évora descobre nova espécie de planta no Alentejo
Publicado | 2020-09-01 12:57:27
 
A Universidade de Évora (UÉ) descobre nova espécie de planta endémica, rara e fortemente ameaçada. A planta cresce nos charcos temporários e encontra-se restringida a nível mundial a pequenas áreas da Costa Vicentina.
 

Carla Pinto Cruz, investigadora do MED (Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento) da UÉ, sublinha a importância da descoberta desta planta, cujo conjunto de flores “faz lembrar um pequeno guarda-chuva, semelhante às flores do agrião que floresce entre Julho e Agosto e frutifica no início de Setembro”.

Graças a este estudo conjunto entre a UÉ e botânicos da Universidade de Oviedo, “é possível mostrar claramente que esta nova espécie difere da previamente identificada”, referindo-se à Apium repens, cuja área de distribuição é mais abrangente no território europeu. Através do estudo das características morfológicas e genética levado a cabo pela equipa de investigadores, “foi possível mostrar que tratava-se de uma espécie distinta da previamente classificada” onde a ocorrência desta nova espécie “encontra-se restringida mundialmente a pequenas áreas da Costa Vicentina”.

Carla Pinto Cruz fez saber que esta planta já foi alvo de alguns esforços de conservação, quer nos charcos temporários da região onde pode ser encontrada, mas sobretudo direccionados à própria planta, através do projecto «Recuperação de Valores Naturais - Habitats e Espécies de Zonas Húmidas Temporárias», coordenado pela Universidade de Évora, uma iniciativa lançada pelo ICNF, em parceria com o Fundo Ambiental, a qual contribuiu para a conservação de valores e recursos naturais, a promoção e manutenção da biodiversidade, assim como o restauro de habitats ou a valorização do território, com base nos sistemas e espécies autóctones.

Ainda que estes charcos temporários da região alentejana estejam “muito ameaçados do ponto de vista da sua conservação” os mesmos apresentam “um habitat único que alberga uma grande diversidade de organismos e onde a diversidade biológica vai sendo perdida à medida que cada espécie se extingue”, alerta a investigadora.

 



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